sábado, 12 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Anderson Silva elege Demian Maia como seu sucessor no UFC
Atual campeão diz que rival do UFC 112 será o próximo a levantar o cinturão dos médios
Anderson Silva não revela quando se aposentará, mas já elegeu até seu sucessor para a categoria dos médios do UFC. Segundo o campeão, Demian Maia será o próximo a levantar o cinturão dos lutadores de até 84 kgs.
Em entrevista ao programa da Rede Globo Altas Horas, que vai ao ar na madrugada deste sábado, Anderson afirmou que o seu rival do UFC 112 tem todas as qualidades para ser considerado campeão.
“Minha opinião é que o Demian é o próximo campeão dessa categoria. O Demian é um atleta muito bom, tem todas as condições para ser campeão e o que falta para ele é só experiência e ele já está chegando lá”, disse Anderson.
Anderson Silva disse que Demian Maia será seu sucessor como campeão nos médios do UFC
Sobre o assunto, ele foi questionado por um dos membros da platéia do programa o motivo dele não ter terminado a luta contra Demian de forma mais decisiva. Na ocasião, o Aranha foi muito criticado por dirigentes e torcida por brincar em cima do octógono.
“Eu bem que tentei, viu? Minha atitude não foi legal. Entramos no clima da rivalidade, que é super normal e eu extrapolei um pouco. Se eu tivesse sido um pouco mais sério, a luta poderia ter o mesmo destino, mas não teria tanta polêmica”, afirmou ele.
Anderson tem futuro indefinido. Ele deve enfrentar George St. Pierre caso o canadense campeão dos meio-médios vença Jake Shields no UFC 129.
Anderson Silva tenta se acostumar com fama no Brasil após UFC 126
Lutador revela mudança no comportamento do público brasileiro depois da luta contra Vitor Belfort
O MMA é o esporte que mais cresce no mundo. E no Brasil não é diferente. Apesar de não ter nem a metade da repercussão que tem nos Estados Unidos, por exemplo, o esporte vai conquistando seu espaço e cada vez mais tem fãs. Anderson Silva, talvez a maior estrela do UFC, que é o principal campeonato da modalidade, começa a sentir isso e tenta se acostumar com a novidade.
No Japão ou nos Estados Unidos, por exemplo, Anderson não conseguiria dar dez passos sem ser reconhecido. No Brasil, até pouco tempo atrás, isso não acontecia. A rotina mudou bastante depois do UFC 126, quando Anderson derrubou Vitor Belfort com um chute frontal no queixo. Foi o que ele revelou no programa da Rede Globo Altas Horas, que será exibido na TV na madrugada deste sábado.
Anderson Silva venceu com facilidade a brincadeira de quem tinha o soco mais forte
“Quando eu desembarquei no Brasil depois da luta, eu percebi que alguma coisa tinha mudado. Eu e meu amigo demoramos três horas para sair do aeroporto. Várias pessoas queriam tirar foto, pedir autógrafo”, lembra Anderson, que completou:
“Eu cheguei em casa, tinha gente em cima do muro tirando foto, desesperados, fazendo loucuras. E isso não precisa, todo mundo pode conseguir uma foto sem fazer loucuras. Mas isso é muito bacana. É legal ver o público reconhecendo, mas ainda não me considero um superstar”, afirmou.
O Brasil sempre foi muito reconhecido no mundo inteiro por causa de seus lutadores. Vários brasileiros já foram ou ainda são campeões nos mais diversos campeonatos de MMA e de outros tipos de luta.
Esse é o trabalho que Anderson acha essencial para que a modalidade cresça no país. Para ele, o sucesso já bateu na porta. Ele recebeu cerca de R$ 200 mil para estampar a marca da Bozzano na luta do UFC 126. O acordo já foi encerrado, mas pode ser renovado depois da repercussão gigante que o evento em Las Vegas teve no Brasil.
Anderson é cliente da 9ine, empresa de Ronaldo Fenômeno que gerencia a carreira de atletas. O lutador faz reuniões ainda com a Bozzano para saber o que será da relação deles no futuro.
Até por isso, ele já aproveita para se livrar da possível fama de bad boy que adquiriu após a grande encarada que deu em Vitor Belfort e dos insultos que trocaram em cima do palco da pesagem do UFC 126, um dia antes da luta.
“Eu não tenho nada a ver com bad boy. Eu sou isso aqui que vocês estão vendo. Vocês vão me conhecer melhor ainda. Na luta, eu faço o que o público gosta de ver. É aquela coisa de vender a luta. Lógico que minha encarada com o Belfort foi encenação, o público gosta disso. A gente tem que fazer com que as pessoas assistam o evento. Eu não tenho nada contra nenhum outro atleta, muito menos contra o Vitor”, concluiu.
Anderson, aliás, abusou do carisma no Altas Horas. Posou para fotos, retribuia a quase todos chamados do público - na sua maioria composto por universitários -, arriscou uma dança no estilo Michael Jackson e cantou para si mesmo a música sertaneja com a convidada do programa. Na brincadeira de quem tem o soco mais forte, claro, ganhou com facilidade.
O UFC 126, por sua vez, bateu todos os recordes no Brasil. Foi o evento mais assistido no pay-per-view da Globosat, teve recorde de audiência na Rede TV! e no Sportv, que fizeram documentários sobre o evento e já rendeu capa de revista para Anderson Silva. É a mania mundial chegando no país do futebol.
http://esporte.ig.com.br//lutas/anderson+silva+tenta+se+acostumar+com+fama+no+brasil+apos+ufc+126/n1238020836710.html
Belfort: "Anderson apostou um dólar e ganhou um milhão"
Em entrevista ao iG, lutador elogia algoz no UFC 126 e aceita desafio de Wanderlei: "Ele que vai correr"
Vitor Belfort teve, no último dia 6 de fevereiro, em Las Vegas, a chance de se tornar o primeiro lutador a conquistar o cinturão do UFC em três categorias diferentes, sendo uma delas o GP de pesos pesados. Mas o pisão frontal aplicado pelo compatriota Anderson Silva, na luta principal do UFC 126, adiou os planos do lutador. Uma semana após a derrota, Belfort conversou com a reportagem do iG, por telefone, e analisou aquela que foi chamada de a “luta do século”.
“A luta em si foi muito boa, só não esperava o que aconteceu. Acho que ninguém esperava. Foi como se ele (Anderson) tivesse jogado um dólar na roleta e ganhado um milhão”, disse Belfort, fazendo referência ao chute que encerrou o combate.
Mesmo supondo um golpe de sorte do oponente, Vitor, demonstrando humildade, elogia Anderson Silva pela vitória. “É obvio que quanto mais sorte a gente tem, mais a gente treina”, disse Vitor, invertendo a frase que ficou célebre na boca do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt.
“Acho que foi a noite dele, ele brilhou. Eu só tenho que parabenizá-lo por isso, mas até aquele momento eu estava muito bem na luta”, completou.
Confira abaixo a entrevista completa com Vitor Belfort, que fala da polêmica encarada com Anderson Silva na pesagem do UFC 126, da possível revanche contra Wanderlei Silva e de seus planos futuros.
iG: Qual era sua estratégia para a luta? Era manter o combate em pé e tentar nocautear ou você tinha outros planos?
Vitor Belfort: A minha estratégia é colocar na luta aquilo que eu treino. Eu sou um lutador, sou um nocauteador, só que ele me acertou antes de eu acertar ele. Todo mundo sabe da minha vontade, eu fui para trocar, para nocautear o Anderson, só que ele me acertou antes.
iG: Aquele chute que encerrou o combate foi descuido de sua parte ou mérito do Anderson?
Vitor Belfort: É um golpe muito difícil de acertar da forma que ele acertou, mas é mérito dele, não foi descuido meu. Foi um segundo que parei, ele conseguiu aplicar o golpe. Não creio que foi uma coisa premeditada, mas ele acertou e aproveitou o momento. A estrela de campeão dele brilhou
iG: Voltando um dia antes da luta, aquela encarada na pesagem chamou atenção de todo o Brasil. Foi marketing ou tinha algo pessoal?
Vitor Belfort: Eu conheço o Anderson, ele é um cara legal, e o caráter da pessoa é provado nesses momentos. Ele quis poder me intimidar para mexer com meu psicológico, a estratégia dele foi essa. Mas você vê o respeito que ele tem por mim depois da luta. As pessoas têm que ficar mais impactadas com aquele momento do final da luta, onde ele se mostrou ser humilde. Agora, antes da luta é muita pressão, e alguns lutadores agem como ele agiu. Mas eu não fico chateado. Eu sou uma pessoa que não dependo da atitude das pessoas para viver... Mas, num momento de pressão, às vezes a gente faz coisas bobas, coisas inseguras....
iG: Você já tem previsão de quando volta aos treinamentos e de quando veremos o Vitor de volta ao octógono?
Vitor Belfort: Eu volto a treinar daqui a uma semana e espero voltar a lutar em breve. Quero ver se faço uma luta antes do UFC Rio e quero ir pra cima. Não quero parar de trabalhar.
iG: O Wanderlei Silva te desafiou através do Twitter, onde ele disse que você não tem pra onde correr. Pode ser uma boa luta para o retorno, talvez até no UFC Rio, repetindo a primeira luta entre vocês há 12 anos?
Vitor Belfort: Eu não entendi a declaração dele. Na realidade, não estou correndo de ninguém. Na hora que ele estiver na minha frente vai ser ele. Não vai ter pra onde correr. É uma luta que com certeza vai acontecer. Mas eu quero lutar agora, não quero esperar pra lutar no Brasil.
iG: Vitor, encerre a entrevista com um recado para os fãs no Brasil
Vitor Belfort: Eu tenho que agradecer muito a Deus pela oportunidade de atingir um público em massa, não apenas os seguidores de luta, mas seguidores que apreciam meus valores pessoais. Eu só tenho que agradecer estes fãs por terem me acompanhado, por terem acreditado naquilo que levei para eles de fato. Existem dois tipos de pessoa neste mundo: as que vivem com princípios e as que vivem com preferências. O princípio nunca é violado e não se negocia. O cara que vive com preferências vai de acordo com a maré. No meu caso, eu vivo com princípios, procuro buscar a evolução como homem, como pai e como atleta. Muitas vezes, os resultados não ocorrem da maneira que esperamos, mas o importante é você fazer o seu melhor. E eu fiz o meu melhor. O público reconhece isso, a torcida inteira reconhece o meu valor antes e depois de uma luta. A batalha foi travada e eu perdi, mas a guerra continua, eu já estou de pé e pronto para voltar. Eu só tenho que agradecer aos fãs do Brasil e do mundo inteiro por terem me apoiado.
http://esporte.ig.com.br//lutas/apostou+um+dolar+e+ganhou+um+milhao+diz+belfort+sobre+anderson/n1238031772000.html
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Anderson Silva diz que provocação a Belfort foi sugestão do filho
Por José Edgar de Matos para o Portal Terra:
O nocaute de Anderson Silva sobre Vítor Belfort, em pleno primeiro round do UFC 126, entrou para a história das artes marciais. No entanto, antes mesmo de pisarem no ringue, os dois competidores escreveram os seus nomes por protagonizarem uma das pesagens mais tensas da história do evento. E, na última quinta-feira, o “Spider”, campeão dos médios, contou que recebeu uma sugestão do filho para colocar uma máscara e deixar o adversário extremamente furioso.
“A ideia da máscara, na verdade, foi do meu filho (Kalyl). Um dia antes da pesagem, nós fomos a uma peça de teatro em Las Vegas. Aí depois que voltamos para o hotel, ele me falou: ‘pai, o Vítor (Belfort) te chamou de mascarado, por que você não vai de máscara?’ (…) Aí eu fui lá e coloquei, e deu no que deu”, contou o lutador no programa Altas Horas, da TV Globo, antes de confirmar a interpretação da ocasião.
“Encenação pura. O povo gosta disso. Não tenho nada contra nenhum adversário meu, ainda mais contra o Vítor (Belfort)”, sentenciou Anderson Silva, que aproveitou a ocasião para relembrar o período no qual trabalhou com a última vítima batida no UFC - o “Spider” soma 13 vitórias, em 13 duelos no evento.
“Treinamos juntos no Team Nogueira e defendíamos o código de honra de que não lutamos um contra o outro. Mas ele escolheu seguir outro caminho, e paciência”, lamentou.
A provocação antes do confronto apenas alimentou ainda mais a rivalidade criada para o 126º evento da organização mais famosa do MMA. Entretanto, depois da rápida vitória, Anderson Silva ponderou o discurso e tratou Vítor Belfort com muito respeito, cordialidade e, acima de tudo, admiração.
“O Vítor Belfort é um grande atleta e um dos maiores representantes do País, merece todo o nosso respeito. Quando ele já era campeão, com 19 anos, eu sequer imaginava lutar”, disse Anderson, relembrando o dia 7 de fevereiro de 1997, quando “o Fenômeno” - apelido pelo qual ficou conhecido, conquistou o cinturão dos pesados ao superar o americano Scott Ferrozzo.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mais rico, Anderson salta para a primeira posição em ranking
Foto UFC - VEJA AQUI o chute fulminante de Anderson.
Lucro do Anderson
Aos que acharam pequeno o valor da bolsa de US$ 200 mil para Anderson Silva encarar Vitor Belfort pelo UFC 126 vale lembrar que por cada minuto no octógono o curitibano embolsou 100 mil reais. E ainda ganhou uma boa grana com patrocinadores. Ou seja, por baixo, o campeão dos médios (84kg) faturou algo em torno de um milhão de reais já que o duelo durou quase 4 minutos.
Chute Steven Seagal
A solada na face que pôs Vitor para dormir já nocauteou também os irmãos Rodrigo e Rogério Nogueira. Foi o que eles revelarem a uma rádio gringa.
Apesar de Anderson ter dito que quem lhe ensinou o golpe foi o ator e mestre de artes marciais Steven Seagal, a verdade é que ele já lançava esse chute há algum tempo.
Palavras de Vitor depois da luta
Em entrevista à revista Tatame Vitor justificou assim o nocaute:
- Esse chute é um tipo de chute que é muito difícil de pegar, mas ele acertou. Só tem sorte quem treina… Se ele lutar dez vezes comigo, você vai conseguir em uma (risos). Ele tem todo o mérito. Eu estava indo bem na luta… Era a noite dele, não tem jeito.
Ranking dos melhores
Depois da vitória avassaladora sobre Vitor, o site MMA Fighting refez o seu ranking de melhores lutadores entre todas as categorias de peso. Anderson, antes em terceiro, agora aparece em primeiro:
1. Anderson Silva (3 no ranking anterior)
2. Georges St. Pierre (1)
3. Jose Aldo (2)
4. Shogun Rua (4)
5. Dominick Cruz (5)
6. Frank Edgar (6)
7. Gray Maynard (Não aparecia antes)
8. Cain Velasquez (7)
9. Jon Jones (Não aparecia)
10. Joseph Benavidez (8)
GSP número 1
Apesar de Anderson ter tomado a posição de Georges ST Pierre no ranking acima, para Dana White, presidente do UFC, o canadense ainda é a maior estrela do evento. Palavras dele a um site gringo:
- Se você olha para nossos três principais astros, tem que chamar St. Pierre do nº 1. Eu realmente acho isso e estou dizendo: esse cara é um monstro, um superstar. E não só no Canadá. Se eu colocá-lo no Egito, Polônia, não importa. Esse cara é o maior superstar do mundo.
O mundo aguarda um confronto entre GSP e Anderson. A conferir!
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Minotauro analisa vitória de Anderson e fala sobre Shogun x Jon Jones
Marcelo Alonso
*Esta cobertura tem o patrocínio da Venum
Logo após o histórico nocaute de Anderson Silva em cima de Vitor Belfort no UFC 126, no último sábado, em Las Vegas, conversamos com Rodrigo Minotauro, parceiro de treinos do campeão dos pesos médios, que falou sobre a vitória de seu amigo.
“O campeão sempre tem uma carta na manga”, disse, “Isso não foi uma surpresa, ele sempre treina esse golpe. Foi um nocaute lindo. Ele mostrou que é um campeão mesmo. O Anderson Silva está num nível superior”.
No vídeo que você assiste abaixo, Minotauro analisa ainda a disputa entre Shogun e Jon Jones, fala de sua recuperação, e muito mais.
Confira!
Belfort exclusivo: “Eu estava indo bem”
Ex-campeão do UFC em duas categorias, Vitor Belfort teve a chance de fazer história como o único a chegar ao topo em três pesos no evento, mas esbarrou na trocação de Anderson Silva, que segue como o maior recordista da história do UFC. Em entrevista exclusiva à TATAME, o “Fenômeno” avaliou sua performance e rasgou elogios ao algoz. “Esse chute é um tipo de chute que é muito difícil de pegar, mas ele acertou. Só tem sorte quem treina... Se ele lutar dez vezes comigo, você vai conseguir em uma (risos). Ele tem todo o mérito. Eu estava indo bem na luta... Era a noite dele, não tem jeito”, afirmou Belfort, que falou sobre a provocação do adversário antes da luta e seus planos para o futuro, que incluem uma luta antes do UFC Rio.
O Anderson já tinha usado aquele chute no treino aberto, na quinta-feira, e na luta contra o Dan Henderson, em 2008... Você tinha feito alguma preparação para aquele chute ou ele te pegou de surpresa mesmo?
Olha, esse chute é um tipo de chute que é muito difícil de pegar, mas ele acertou. Ele pode entrar, mas o jeito que ele entrou é muito difícil. Só tem sorte quem treina. Ele treinou e teve sorte. Se ele lutar dez vezes comigo, você vai conseguir em uma (risos). Ele tem todo o mérito. Eu estava indo bem na luta, estava ganhando, mas não dei sorte daquele meu soco não ter entrado, de ter passado no vazio, aquele soco no chão foi explosivo. Se pega... Mas não pegou e o dele pegou em cheio. Era a noite dele, não tem jeito. Tudo que eu prometi, eu fiz. Não consegui a vitória, mas faz parte. Vou ter a minha chance ainda. Vamos batalhar agora para que eu consiga na próxima vez.
A estratégia era não explodir no começo e sentir como ele vinha para a luta e depois partir para cima?
A estratégia era aquela mesma porque eu tenho confiança na minha trocação. Eu sabia que aquilo era o que ele tinha de mais perigoso, as pernas, e ele usou os chutes... A luta não chegou a se desenvolver muito, né? Quando eu vi (a reprise), quando a luta se desenvolveu, eu estava levando vantagem e quando eu parei, no segundo em que eu parei, isso me custou a luta. Foi a noite dele.
Antes da luta, teve muita polêmica, aquela encarada, tanto na coletiva quanto na pesagem, mas ao final da luta ele foi lá te cumprimentar. Como foi esse encontro depois da luta? Você acha que as provocações foram mais para promover a luta ou que realmente tinha uma coisa não resolvida que, depois da luta, foi resolvida?
Não, não tinha nada resolvido. Cada um age perante a pressão de um jeito. Eu sou a mesma pessoa sempre, independente da pressão que eu estiver vivendo, do momento que eu estou vivendo. Algumas pessoas não, algumas pessoas tentam utilizar a pressão de quando você está nervoso, as pessoas ficam tão nervosas que elas ficam querendo utilizar aquilo. Eu não. Muitas pessoas perguntam por que o Anderson fez aquilo, e eu venho justamente te dizer que ele incorpora um personagem quando ele está sob pressão, mas o Anderson, na verdade, é um cara bom.
Muitas pessoas não se identificam com isso, ficam chateados, não gostam muito do jeito que ele fala... Mas eu também acho que isso é muito de quem influencia dele, quem está do lado falando para ele falar as coisas, os valores que ele tem, essas coisas. Às vezes ele fala uma coisa e as pessoas encaram isso como uma coisa pejorativa, mas eu não. Eu conheço o Anderson, sei que ele é um cara bom, gosto dele, e está de parabéns pela atitude no final da luta. Se ele é um campeão, ele tem que agir assim, mostrar humildade, e, no final da luta, ele mostrou.
Ele é um campeão, aquela luta ele venceu, mas como eu costumo dizer, a competição continua. Uma vitória não é um momento sozinho. Eu tenho certeza que, em breve, eu vou buscar a minha oportunidade de novo. Mas não podemos, de maneira alguma, tirar o mérito do Anderson. Ele é o campeão, e no final agiu como campeão. O Joinha me ligou para ver como eu estava, o Ed (Soares) também... As pessoas têm o respeito, entenderam a mensagem de respeito que eu falei. Isso é bom para o esporte, o Brasil cresceu muito com isso. Marcamos a história no Brasil com essa luta. Eu e o Anderson crescemos como pessoa, isso é uma alegria. No fundo, essa luta marcou história no país e agora o esporte é visto de maneira diferente. Parabéns para ele, parabéns para todos os brasileiros que pararam o país e assistiram essa luta. Perdi a batalha, mas não perdi a guerra.
Essa luta teve uma dimensão que nenhuma outra tinha tido, com todos os veículos da mídia em Las Vegas para assistir. Como foi fazer parte de um momento que pode marcar a virada no MMA no Brasil?
É justamente isso. Tem lutas que marcam história, e eu e o Anderson marcamos a história. As pessoas vão poder falar dessa luta e das que virão. É óbvio que muitas vezes o público se identifica comigo porque a verdade que eu prego é a verdade que eu vivo. Eu sempre fui fã do esporte, sempre fui uma pessoa que fala e as pessoas escutam porque eu falo com propriedade, eu falo aquilo que eu vivo, falo aquilo que é verdade. O Anderson venceu a luta, venceu a batalha... Mas existe outra batalha que eu, Anderson e todos os brasileiros estamos lutamos para que a gente possa ter esse espaço. Essa batalha não é só minha, ela é de todos os lutadores, todos os brasileiros, e acho que a gente está vencendo, e eu fico muito agradecido. Eu não tenho palavras para agradecer às pessoas que pararam restaurantes, pararam os bares, pararam o Rio de Janeiro, pararam todas as cidades para assistir essa luta. Essa admiração não tem como eu retribuir aos fãs, só tenho a agradecer e viver esse agradecimento diário.
Em agosto teremos o UFC no Rio e você é uma das presenças mais cotadas para participar desse card. Passa pela sua cabeça, levando em consideração que o evento é daqui a seis meses, esperar para lutar aqui?
Não, eu quero lutar antes. Eu vou lutar no Brasil, com certeza, mas espero lutar antes. Vou conversar com o Lorenzo (Fertitta) e o Dana (White) essa semana, tenho duas semanas de férias e vamos que vamos. Bola para frente porque a guerra continua.
Mande um recado para os fãs que ficaram torcendo para você nessa luta e que, com certeza, já estão ansiosos para te ver de volta nesse octagon...
O recado que eu tenho para mandar para eles é um só: agradecer do fundo do meu coração pelo apoio, pelo carinho. Choramos juntos, sorrimos juntos... E dizer que perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra. Respeito é a palavra que eu quero que todos os meus fãs possam entender, não só no esporte, mas na vida. Sei que muitas vezes o resultado não é aquele que a gente queria. Eles sabem quem eu sou e o que eu sempre serei. Naquela luta, eu estava pronto para lutar, inclusive todos sabiam que eu estava bem preparado.
O Vitor é um Vitor maduro, um Vitor que reconhece. Eu reconheço que o amor e o carinho de todos os meus fãs é o meu combustível, o que me faz ir adiante, o que me faz viver com intensidade. Eu tenho que perder 20 pounds (13 quilos) em um dia para poder marcar a minha luta, marcar a história, mesmo tendo lutado com uma pessoa que eu gosto, que eu já treinei, mas sabia que a luta ia marcar história. Tenho certeza que marquei história no coração de muitos brasileiros e muitos estrangeiros. Os valores de respeito incorruptíveis eu pude levar para todos os corações – uns recebem e outros não, mas, no fundo, o respeito é a maior importância. Um beijo no coração e que Deus abençoe a todos.
“Silva nunca perdeu no UFC. Vocês sabem como isso é impossível de realizar?”
Dana White parecia estar de alma lavada após o UFC 126, sábado em Vegas. O medo maior do presidente da organização, o de a luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort ser em vez de um lutaço, “a pior da História”, não se concretizou.
Dever cumprido, o cartola conversou com um grupo de repórteres ao final do show, como está acostumado a fazer.
No bate-papo, relatado pelo repórter Sergio Non, do “US Today”, Dana confirmou que além do Rio de Janeiro, o UFC retorna ao Japão este ano; teceu elogios a Anderson, Jon Jones e a Shogun; e revelou o que ele mais odeia na vida.
Confira os melhores momentos de Dana White.
UFC no Japão e na Suécia:
“Além da Suécia, o UFC vai ao Japão. Está tudo indo bem quanto a isso. Está no nosso calendário deste ano.”
Anderson, o melhor do mundo
“Acho que ninguém pode rebater que o Anderson é o melhor lutador peso por peso do mundo. Dias ruins ele pode ter. Você pode ser o melhor golfista do mundo ter seus dias ruins. Você pode ser o melhor jogador de beisebol e ter um dia ruim. Mas o cara (Silva) nunca perdeu desde que chegou ao UFC. Vocês sabem como isso é impossível de realizar? É impossível!”
GSP x Anderson Silva
Campeão até 77kg, St-Pierre teria pedido nove meses para chegar na categoria de Anderson, 84kg. Dana rebateu: “Não, a luta vai acontecer (antes disso)”.
Eventos pequenos de MMA
“Alguns eventos menores fazem um trabalho legal, outros não. Não é só porque você tem um cage ou um ringue que você deve ser um promotor de lutas.”
Shogun x Jon Jones pelo cinto até 93kg
“Fiquei impressionado com a calma do Jones. Ele estava calmo, numa boa, suave. E tinha uma pressão sinistra para essa luta com Ryan Bader. Mas ele teve uma postura de campeão. Eu acho que o garoto tem todas as ferramentas para quem sabe um dia ser o melhor lutador de todos os tempos um dia. Vai ser interessante vê-lo contra Shogun, que costuma atropelar todo mundo em pé. E Shogun tem uma boa defesa de quedas.”
O que Dana White realmente odeia
“Achei que o Miguel Torres lutou bem. (…) A torcida sempre quer que os dois saiam correndo para cima do outro, mas a gente entende que os lutadores entram com uma tática traçada. O que eu odeio é quando o cara entra lá, dá um bote, bota para baixo e fica os cinco minutos deitado em cima do outro para vencer. Isso me deixa louco. Ninguém quer ver essa bosta!”
http://www.graciemag.com/pt/2011/02/silva-nunca-perdeu-desde-que-chegou-ao-ufc-voces-sabem-como-isso-e-impossivel-de-realizar/
Árbitro de Silva x Belfort comenta o nocaute
Por Guilherme Cruz
Foto Josh Hedges
Um dos principais árbitros do MMA mundial, o brasileiro Mário Yamasaki foi convocado para comandar o duelo entre Anderson Silva x Vitor Belfort, principal atração do UFC 126, e foi rápido para salvar a pele do desafiante, que caiu nocauteado com pouco mais de três minutos de luta. Em entrevista exclusiva à TATAME, Yamasaki falou sobre a peleja e revelou ter se surpreendido com o desfecho, aproveitando para comentar o crescimento do esporte no Brasil e a chegada do UFC ao Rio de Janeiro, em agosto.
Como foi arbitrar e acompanhar de tão perto uma das lutas mais aguardadas da história do MMA?
Pra mim foi maravilhoso, ótimo, não só pela repercussão que a luta teve no Brasil, mas também no mundo todo. O mundo inteiro esperava essa luta. O Vitor era o último dos moicanos para derrubar o Anderson, e você viu o que aconteceu...
Você se surpreendeu com o nocaute logo no primeiro round? Esperava uma luta mais longa?
Com certeza. Até então o Vitor estava ganhando a luta, tinha atacado e derrubado o Anderson. Achei que a luta ia ser interessante, mas o chute que ele deu pegou a todos de surpresa, até o Vitor.
Quando o chute entrou, o Vitor já caiu quase nocauteado. Passou pela sua cabeça interromper a luta naquele momento?
Ele já caiu grogue, mas eu tinha conversado com os dois no vestiário e avisei que só ia parar a luta quando o outro não se defendesse mais, e como o Vitor estava com o olho aberto e com a perna pra cima... O Anderson até deu uma titubeada, então resolvi deixar porque o Vitor poderia levantar pra tentar cinturar o Anderson, mas o Anderson deu mais uma e o Vitor apagou.
Para você, que está acostumado a ver a grandeza do UFC nos Estados Unidos, como é ver o esporte com tanto espaço na mídia brasileira?
Para mim é maravilhoso, porque antigamente nos chamavam de brigadores de rua, trogloditas, e hoje virou esporte de elite. O MMA está na mídia americana há muito tempo, passa direto na ESPN, e começou a agradar aqui também porque mudaram as regras, tem mais proteção ao atleta, e isso melhora para todos.
O UFC vem ao Rio em agosto. Você espera ser convidado para arbitrar alguma luta?
Estou torcendo para me chamarem para o Rio, e acho que vão... Seria até burrice não me chamarem (risos). O mundo inteiro está esperando por esse evento.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Exclusivo: Rampage negou luta com Shogun
Reportagem Eduardo Ferreira, direto de Las Vegas
Foto Josh Hedges
O UFC deu a Jon Jones a chance de disputar o cinturão de Maurício Shogun logo após sua vitória sobre Ryan Bader, mas essa não foi a primeira alternativa do evento para substituir o lesionado Rashad Evans. Em entrevista exclusiva à TATAME TV, o campeão meio-pesado da organização revelou que um ex-campeão do peso se negou a enfrentá-lo no UFC 128, em março.
“O UFC pensou em algumas alternativas, mas não deu certo”, disse Shogun, revelando que o nome de Quinton “Rampage” Jackson foi cogitado para o evento. “Por algum motivo ele não aceitou, não sei porque ele não quis”, disse. No bate-papo abaixo, o brasileiro comenta as mudanças que fará em seu treinamento, revelou que aceitaria enfrentar Anderson Silva e elogiou seu próximo oponente. “Jon Jones vem surpreendendo a todos no Ultimate, ganhou de todo mundo tranquilo, e vai ser uma luta dura. Mais um desafio na minha carreira”.
Seagal conta como ensinou o chute a Anderson

"É uma questão de atitude e amizade. Não estou fazendo nada disso por dinheiro ou fama. Esta é minha primeira entrevista sobre esse assunto. Faço isso apenas por amor aos caras e para tentar ajudá-los a se aperfeiçoarem", revela o ator, em entrevista ao site MMA Fighting.com. A história de como os dois se conheceram, aliás, é pitoresca. "Anderson me mandou uma carta pedindo para aprender meu repertório mortal", completa.
O ator de Hollywood fez questão de conhecer Anderson e Machida e passou a trabalhar com a dupla e outros lutadores brasileiros. "Todos os lutadores da casa são meus favoritos, mas Silva e Machida são especiais, e venho tentando trabalhar mais pesado com eles", contou.
Golpe é aperfeiçoado há pelo menos 30 anos
"Aprendi uma espécie de variação desse golpe no Japão há 30 ou 40 anos e venho aperfeiçoando ao longo do tempo. Não é exatamente karatê, é algo um pouco diferente que eu criei. Sabia que o Anderson poderia aprender bem porque é um atleta nato, tem mãos e pés rápidos, seus chutes já tendem a ser muito bons. Então comecei a ensinar chutes que sabia que poderiam realmente machucar", comentou o ator.
O golpe foi tão impressionante que deixou atônito até mesmo o veterano comentarista americano do UFC, Joe Rogan. "Um chute frontal no rosto!", exclamou três vezes, logo após o lance. Ele lembrou que Belfort nunca havia sido derrubado por um golpe único. Seus adversários anteriores precisaram de muitas pancadas na cabeça para fazê-lo perder as forças.
Foi a primeira vez, segundo Seagal, que o chute foi usado em uma luta de MMA. "Ninguém conhece este chute. Estou ensinando para o [Lyoto] Machida, Anderson e alguns dos brasileiros, mas não tinhamos usado ainda. Não mostrei para muitas pessoas. Fiquei feliz e muito orgulhoso. Ele executou o golpe muito bem".
Sobre o começo da luta, quando os dois lutadores se estudaram por cerca de dois minutos sem que um único golpe fosse desferido, Seagal avaliou: "é uma espécie de hesitação natural, de ambos os lados, antes de realmente entrar no combate. Assim que alguém dá o primeiro soco ou chute, eles normalmente superam isso e começam a corrigir o 'timing' e a distância do adversário. Então podem realmente se atacar. Levou um tempo para estarem aquecidos".
Para ele, a popularização do UFC é uma faca de dois gumes no universo das artes marciais: "de um lado, algumas pessoas estão dizendo que perdemos muito da natureza sagrada das coisas, segredos que passam de uma geração a outra e não seriam disseminados ao público. Certamente uma parte disso é verdade. São tradições que não foram feitas para se comprar, vender ou exibir em público desta forma. Mas [a popularização] tem ajudado as pessoas e rever sua técnicas e aprender aquilo que funciona de verdade, no mundo real, e tem trazido atenção para as artes marciais, o que é ótimo. O UFC tem proporcionado muitos momentos espetaculares e lutadores fantásticos".
Se o MMA (Mixed Martial Arts) fosse popular há 20 anos, teria Steven Seagal entrado no Octagon para competir? "Não é algo que eu devia fazer. Mas talvez eu não tenha sido um bom menino. Talvez eu tenha feito", brinca o ator, insinuando já ter participado de combates desse tipo, mas longe dos holofotes e das câmeras.
Especial para o UOL Esporte