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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Charles do Bronxs




Com cinco lutas no UFC, o jovem Charles do Bronxs já vivenciou momentos distintos no evento. Viveu a glória de finalizar Darrem Elkins e Efrain Escudero, mas parou na experiência de Jim Miller. Sofreu com o No Contest na luta com Nik Lentz, onde estava atuando de maneira impecável, e, diante da visível diferença física, acabou nocauteado por Donald Cerrone, que fez Charles repensar sua carreira e cogitar uma descida de categoria. Jim Miller, inclusive em entrevista a TATAME disse ter ficado impressionado com o talento do rapaz, mas que aquela não era a sua categoria. Notando a superioridade física de seus adversários, Charles se reuniu com seus treinadores, Erick Cardozo e Jorge Patino Macaco e juntos decidiram que o atleta desceria para 66kg, a mesmo peso do campeão José Aldo. Confira na entrevista abaixo tudo o que o atleta falou sobre a descida de peso, a expectativa para a luta com o Eric Wisely, que acontece no dia 28 de janeiro, e um duelo dos sonhos com José Aldo.



Você havia dito que não optaria por descer de categoria já que para bater os 70kg já era difícil. Por que agora optou por descer para 66kg?



Todo mundo viu que, quando eu lutei na categoria 70kg, eu não arreguei para ninguém e eu falei que não tinha condições de descer pelo fato de já ser difícil para mim. Mas a realidade é que eu sempre fui o menor da categoria, sempre estava ali trocando porrada com os caras e quando eu batia num cara, parecia que ele não sentia, e quando eles me batiam, eu sentia. Mas como estava dando certo, decidi continuar nessa categoria. Após sofrer a primeira derrota, sentou eu, o Erick (Cardozo), o Macaco (Jorge Patino) e perguntei o que eles achavam de uma possível descida de categoria. Eu tinha duas opções: ou eu fazia um tratamento sério com um nutricionista e suplementos e crescia, ou eu descia para a categoria 66kg e cortava peso.



Fiquei com medo de ganhar massa demais na categoria até 70kg e ficar lento, perdendo a minha principal característica. Foi então que decidimos que eu deveria fazer uma luta na categoria até 66kg e cortar peso como todos lutadores fazem, já que acho que eu tomando massa, tomando os bagulhos, eu ia começar a ficar lento e não é isso que eu quero. Então a decisão foi mais dentro disso aí. Ou crescer para chegar no peso que estava, ou descer, e eu preferi essa de cortar peso. Ficarei no peso que estou e vou descer.



Como está sendo feito esse trabalho? Você está com quantos quilos atualmente? Está sofrendo?



Comecei a me adaptar agora, a gente começou a descer faz pouco tempo. Eu estava pesando normalmente 75, 76kg. Já cortei alguns quilos e estou pesando naturalmente 70kg, estou começando a perder aos pouquinhos, não quero cortar igual um louco, pois é muito nocivo. Vamos fazer um trabalho passo a passo, degrau a degrau. Comecei a comer salada, parei de comer adoidado que nem eu comia, cortei refrigerante, lanche, besteira. Estou comendo arroz, feijão, bastante salada e frango grelhado. Estou parando de comer de bobeira e fazendo um bagulho mais saudável para ver o que vai dar, se eu vou cortar e bater o peso certo.



Você fez cinco lutas no UFC e sofreu duas derrotas. Você encara a nova categoria como um recomeço? Essa bagagem que você tem vai te fazer vir mais maduro no peso novo?



É o que eu falei para todo mundo: cada luta que eu vou lutando, independente se eu vou ganhando ou perdendo, eu estou aprendendo mais, fico mais esperto, ligado, treino mais, fico um pouco mais profissional. Nessa categoria vai ser meio que um recomeço sim. É que nem todo mundo fala: quando chega na faixa preta, você fica parecendo um faixa branca, pois está começando uma nova etapa. E é isso que está acontecendo no meu caminho, na minha história, na minha vida. Vou treinar do começo, treinar duro porque todo mundo está pensando que “ah, ele está mudando de categoria para uma categoria fraca”. Não é não. Você tira pelo dono do cinturão, que é o (José) Aldo, que é um cara que é duro pra caramba. Tem o Iuri Marajó, Felipe Sertanejo, entre outros caras de nome. É uma categoria dura. Para mim, é um novo começo. Eu quero traçar a mesma meta que eu tinha na 70kg: ser dono do cinturão. Não mudou em nada. A única coisa de diferente é que agora eu vou cortar peso também, igual a todo mundo. Quando eu era 70kg, não cortava. É uma categoria difícil, quero aprender muito. Estou treinando muito duro para sair com vitória nessa próxima luta.



Você está escalado para enfrentar o Eric Wisely no UFC on Fox 2, que é um cara experiente, mas ao mesmo tempo, irá estrear no UFC. Você acha que pode tirar proveito dessa situação?



Eu tiro por mim. Quando eu entrei no UFC, estava com sangue nos olhos, vontade de vencer, sede de vitória, querendo andar pra frente o tempo todo. Se ele entrar nessa mesma pegada, eu sei que vai ser uma luta dura. Eu estou vindo de derrota e não quero perder de novo. Eu estou indo para a vitória, vou andar pra frente o tempo todo, não importa quem vai estar do outro lado, não importa se vai ser uma muralha ou não. Para mim, essa luta é muito importante. Não estou indo com pressão alguma. A única pressão que tem vem de mim mesmo, porque eu quero vencer de qualquer jeito. Eu vou caminhar o tempo todo pra frente, mostrar meu trabalho e se o Eric estiver nessa mesma pegada, que nem eu estava no começo, na minha primeira luta, vai ser um belo combate.



Sim, pretendo tirar proveito, pois já tenho cinco lutas no Ultimate, já vivi muitas coisas lá dentro. O UFC é um show à parte e se ele não se iludir com tudo que tem lá dentro, vai ser uma luta boa. Vou usar um pouco daquilo que eu aprendi dentro do UFC, o que é, o que não é. Vou usar um pouco da minha experiência e, se Deus quiser, a gente vai sair com a vitória de lá de dentro.



É inevitável falar do José Aldo, já que ele é o campeão dessa categoria. Qual é a sua relação com ele? Como você veria essa luta acontecendo?



Cara, eu conheço o Aldo, é ele um amigão meu. Eu só conhecia o Aldo pelas lutas e sempre gostei muito do estilo. O conheci através da Pretorian, e de lá pra cá a nossa amizade está show de bola. A gente se liga, troca ideia, ele tem o meu rádio, eu tenho o rádio dele. Tanto que, quando ele vai lutar, eu desejo boa sorte pra ele. Um dia, se Deus quiser, se a gente puder se enfrentar, eu espero que da parte dele seja a mesma coisa, então espero que a gente possa lutar lá dentro e, independente de quem ganhar, continuar a mesma amizade.



Eu aprendi muito vendo o Aldo lutar e aprendo até hoje. Tenho muito respeito por tudo aquilo que ele é, mas eu entrei no UFC com a vontade de ser dono do cinturão. Entrei na 70kg, agora estou na 66kg. Ele é o dono do cinturão e espero que ele seja dono por muitos anos ainda, mas se a gente fizesse uma luta, seria uma luta bem movimentada, uma luta bem agressiva, dois lutadores que são velozes, rápidos. O Aldo querendo continuar o dono do cinturão e eu com o sangue nos olhos querendo ser dono daquele cinturão, colocar ele na minha cintura. É uma luta muito boa.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Charles do Bronx's decide descer de peso e lutar entre os penas em 2012

Colin Foster
Foto: Divulgação/UFC
Charles espera reencontrar as vitórias lutando até 66kg
Charles espera reencontrar as vitórias lutando até 66kg

As descidas de peso no MMA são cada vez mais comuns, ainda mais com as categorias mais leves ganhando espaço no UFC. Mas poucas mudanças prometem ser tão interessantes como a que Charles do Bronx's anunciou nesta sexta-feira. Ele vai atender ao desejo dos fãs e deixar os leves para lutar entre os pesos pena em 2012.


A informação foi trazida primeiramente pelo MMA Junkie e confirmada na sequência pelo próprio Charles, que espera fazer bonito na categoria governada por José Aldo.


“Vamos ver o que consigo fazer na categoria do Aldo, que tem muitos bons atletas e vai ser um grande desafio para mim. Tinha muita gente pedindo, e decidi me testar até 66kg, porque entre os leves eu sentia que alguns caras eram muito mais fortes que eu. O que acontece é que eu pesava, no máximo 75kg, e só tirava peso dois, três dias antes”, explicou.


Charles do Bronx's surgiu invicto no UFC em 2010 e rapidamente se posicionou como promessa até 70kg, finalizando Darren Elkins e o vencedor do TUF8 Efrain Escudero. No entanto, a derrota para Jim Miller ligou o sinal de alerta para ele na categoria, e o nocaute técnico sofrido nas mãos de Donald Cerrone, em agosto, o motivou a mudar para os penas, onde ele não acredita que vá se sobressair como alguns atletas faziam com ele.


“Muitos falaram, mas não senti o Cerrone tão mais forte. Eu estava tranquilo em relação a isso, mas quando lutei com o Jim Miller eu vi que ele estava muito mais forte. Agora eu vou fazer o que todo mundo faz e eu não fazia, que é o corte intenso de peso. Não acho que eu vá ser o mais forte dos penas porque vou cortar como faz o José Aldo, por exemplo, de 77kg para 66kg”.


Apesar de sua decisão, ele não acredita que muitos outros leves desçam de categoria. A não ser Frankie Edgar, o atual campeão. “O Frankie Edgar tem um corpo parecido com o meu e só não desceu de peso porque é o dono do cinturão e está mandando muito bem. Assim que ele perder o título, algo que não quero que aconteça, ele desce. Mas não acho que vá ter tanta gente descendo, porque a maioria já corta de 85 para 70kg, e até 66kg é muita coisa”, analisou.


Mesmo descendo de peso, Charles do Bronx's vê como necessário um trabalho para ganho de massa muscular. Desde que perdeu para Cerrone, pediu “folga” ao UFC para poder trabalhar com intensidade nessa vertente de seu jogo e provar que pode voltar a figurar entre os tops da organização.


“Estou descendo porque vai ser diferente para mim, mas meu treino todo mudou. Estou puxando muito ferro, coisa que eu não fazia, e fazendo muitos treinos de explosão também, e vocês vão ver na próxima luta. Não estou dizendo que vou ganhar, mas que vou mostrar que estou treinando duro. Estou muito focado e treinando tudo que se pode imaginar, inclusive wrestling”, afirmou.


A volta de Charles do Bronx's ao octógono deve acontecer até fevereiro, e as coincidências estão à seu favor para uma possível luta na segunda edição do UFC Rio, que Dana White confirmou para janeiro. Além de ser uma promessa da organização, está descendo de peso e pode ser uma das principais atrações da categoria. Ele espera estar presente para lutar no país.


“Pedi para descansar e me dedicar mais aos treinos e à família nesse fim de ano. Agora quero muito lutar esse UFC Rio. Pedi bastante da última vez, não consegui, e quem sabe consigo agora? Acredito que lute até fevereiro, as coincidências estão boas e vou tentar de novo”, completou.


http://portaldovaletudo.uol.com.br/br/noticias/item/1174-charles-do-bronxs-decide-descer-de-peso-e-lutar-entre-os-penas-em-2012

terça-feira, 12 de julho de 2011

Charles do Bronx's

Por Erik Engelhart

Após fazer duas exibições de gala no UFC, onde finalizou seus adversários, Charles do Bronx’s sofreu o primeiro revés da carreira ao provar do próprio veneno contra o duríssimo Jim Miller. De volta ao octagon em 2011, o dinâmico lutador não mudou seu estilo de jogo e fez uma excelente luta contra Nik Lentz, mas a Comissão Atlética acabou tirando sua vitória devido a uma joelhada ilegal aplicada pelo brasileiro. Sem descanso, o próximo desafio de Charles vai ser mais uma pedreira. O faixa-marrom de Jiu-Jitsu foi escalado para enfrentar o “Cowboy” Donald Cerrone no UFC on Versus 5, que rola no dia 14 de agosto, e em entrevista exclusiva à TATAME, que você confere abaixo, o lutador avaliou o combate com Nik Lentz, seu próximo desafio no UFC, avaliou sua caminhada rumo ao cinturão, falou sobre sua evolução na trocação, prometeu fazer uma boa peleja com Cerrone e muito mais.


O que você achou da sua última luta, contra o Nik Lentz?

Acho que fiz uma boa apresentação. Todo mundo ficou perguntando como eu ia me comportar após a minha derrota para o Jim Miller e todos viram que não mudei nada, que aquilo não me intimidou, e que eu ainda sou o mesmo moleque. Um pouco melhor talvez, mais técnico. O único fato negativo foi aquela joelhada, onde eu pensei que ele estava levantando e o golpe acabou entrando. Mas no geral achei uma luta muito boa, pude desenvolver o meu Muay Thai e o meu Boxe, além do Jiu-Jitsu, é claro. Acredito também que eu estava com um punch bem melhor, então apesar de ter acontecido aquela fatalidade e o No Contest, foi uma luta muito boa.


Na hora do anúncio do vencedor, vi que você ficou bem magoado com as vaias do público. O que você sentiu naquele momento?

Não fiquei nem tão triste pelo fato deles terem me vaiado, mas pelo fato de ter ficado um mês fora treinando duro pra caramba, sabendo que eu estava vindo de derrota. Minha intenção era mostrar que eu estava de volta no Ultimate, mas tive a infelicidade de acabar aplicando aquela joelhada ilegal. Você sabe como é o público americano, quando a gente ganha eles ficam batendo palma e te levantam o máximo que podem, mas quando acontece uma coisa assim eles te vaiam. Mas o que me chateou foi ter ficado um tempo longe da família, treinando pra caramba e na hora "h" acabei ficando sem a vitória. Mesmo eles levantando o meu braço eu já sabia que ia ser No Contest, então minha tristeza mesmo foi não ter conseguido trazer a vitória para o Brasil.


Você acha que esse No Contest pode ter atrasado um pouco a sua caminhada rumo ao cinturão?

Eu acho que não, cara, todo mundo viu que não foi intencional. O Joe Silva mesmo falou pra mim que a vitória era minha, eles mesmos me deram a vitória, quem não me deu foi a Comissão Atlética, então é Deus quem decide essas coisas e na hora certa eu vou estar lutando pelo cinturão. Eu não tenho pressa para disputar o título, quero subir degrau por degrau e cada luta que eles me oferecem é um passo que estou dando dentro do Ultimate, então só penso na próxima luta e, se Deus quiser, vou trazer um resultado positivo para o Brasil.


Você chegou a ser cogitado para enfrentar o Joe Lauzon, mas acabaram definindo que você lutaria com o Donald Cerrone. O que você achou dessa mudança?

Eu sou um cara que não escolho luta, e o que o UFC botar estou lutando. Quando eles me ofereceram o Lauzon eu falei “tá bom” e agora mudaram, mas para mim é a mesma coisa, luta é luta e não posso ficar escolhendo adversário. Eu estava descansando, mas agora vou voltar a treinar para essa luta. Eu sei que o Cowboy é um cara duro, então tenho que treinar forte para representar bem o Brasil. Ele é um bom trocador e é um grande finalizador também, então essa é uma luta boa para mim. Muitos apontam essa como uma luta dura para mim e estão curiosos para ver como eu vou me comportar, mas vai ser a mesma coisa. Vou entrar sabendo que eu posso ser nocauteado ou finalizado assim como ele também, mas estou bem confiante principalmente na minha parte em pé que está melhorando bastante. Quero estar cada vez mais embalado para voltar pro Brasil com a vitória.


Você acredita que esse seja o maior desafio de sua carreira até agora?

Cara, eu acho que não. Todos os caras que eu enfrentei até agora foram caras duros, bons. O Jim Miller foi uma cara muito duro e infelizmente saí derrotado, o Escudero estava no topo e eu finalizei, enfim, acho que o grau de dificuldade vai aumentando e o Cerrone é mais um cara duro na categoria, e o trabalho é o mesmo. Tenho que me focar como se fosse mais um desafio e treinar em cima do erro dele e naquilo que ele é bom e fazer o meu trampo, que é lutar de maneira explosiva e sabendo esperar a hora certa também. Antes todo mundo só pensava que eu só sabia botar pra baixo, agora eles sabem que podem tomar um knockdown ou um nocaute, estou cada dia ficando mais completo e essa é mais uma luta dura para mim.


Das 15 vitórias do Cerrone 12 delas foram conquistadas através de finalização. Você acredita que esse seja um fato positivo, já que talvez ele aceite trocar no chão com você?

Eu acho que ele vai trocar comigo, não acredito que vá me botar pra baixo, não. A maioria dos caras que eu luto não querem me botar pra baixo e quando bota só quer ficar no ground and pound, pois sabem que o meu Jiu-Jitsu é muito dinâmico. É uma luta boa pra mim, se ele me botar pra baixo, a gente faz o jogo e se ele resolver trocar comigo estou bem, todo mundo viu que a cada dia estou melhorando na mão.


O que você achou da última luta dele contra o brasileiro Vagner Rocha?

Nessa luta ele só chutou, e se ele ficar me chutando daquele jeito sabe que vai vir pra baixo, então acho que ele não vai me chutar... Acho que o UFC colocou ele pelo fato de ele ter um Jiu-Jitsu bom e ser um finalizador, assim como eu. Vai ser uma luta boa, uma luta dura.


Caso você vença, acredita que já vai estar na hora de reivindicar uma chance pelo título?

Ah, não sei, vamos primeiro no passo a passo. Quero primeiro vencer o Cerrone e depois vamos ver no que vai dar. Vamos ver se eu tenho essa chance pelo cinturão caso eu vença, ou se eu começo a figurar entre os tops da categoria. Prefiro ficar aguardando. Não estou pedindo nada, não peço chance pelo cinturão, não escolho luta, e quem eles mandam eu estou lutando, vou somando os meus pontinhos para na hora que eu tiver a chance pelo cinturão eu esteja preparado.


Fique a vontade para deixar um recado.

Eu gostaria de mandar um grande abraço para toda a minha família e para a minha equipe, que me apóiam e para todos aqueles que gostam de me assistir. Estamos juntos e mais do que isso, estamos juntos e misturados. Fiquem na torcida por mim, se Deus quiser vou trazer essa vitória para o Brasil. Obrigado a todos pelo carinho.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Charles aposta na experiência para 2011

Por Erik Engelhart

Considerado a terceira maior revelação do UFC de 2010, Charles do Bronx’s teve um ano bem movimentado. O casca-grossa fez três lutas no UFC em apenas quatro meses, finalizou as duas primeiras, mas acabou sofrendo a primeira derrota de sua carreira para Jim Miller. O revés não abalou em nada o prestígio do garoto de Santos, que promete vir mais determinado e consciente do que no ano passado. No bate-papo exclusivo que você confere abaixo, Charles falou sobre a derrota para Miller: “Usamos a estratégia errada”, fez um balanço do ano de 2010, garantiu presença no Paulista de Jiu-Jitsu e projetou o ano de 2011.

Como é que estão os treinamentos nesse inicio de ano?

Estão bons demais, estou treinando pra caramba e só estamos esperando anunciarem um adversário para que a gente possa focar e dar um direcionamento maior nos treinos. Por enquanto vamos treinando só para manter e para não deixar para cima da hora.

Você foi considerado a terceira maior revelação do UFC em 2010. Qual o balanço que você faz do ano passado?

Foi um ano muito bom para mim, onde eu realizei meu sonho que era o de lutar no UFC, fiz três lutas boas, duas eu acabei ganhando, mas uma eu perdi. Para mim ficar entre as três maiores revelações do Ultimate é uma honra, com tantos caras bons lá, agora é manter o ritmo para que esse ano eu fique em segundo ou até em primeiro lugar, a meta é essa, evoluir.

Você acabou sofrendo em sua última luta uma derrota por finalização para Jim Miller. Como você se sentiu após ser derrotado pela primeira vez em sua carreira?

Eu não estava preparado para perder agora, fui para cima o tempo inteiro, soltei todos os golpes e a finalização dele veio de um golpe meu. São coisas da vida, a única oportunidade que ele teve soube aproveitar. A minha cabeça na hora foi a mil, eu nunca havia perdido e não sabia como era isso. Mas agora estou tranquilo aprendi demais com essa derrota, voltei querendo mais do que nunca, e vou em busca das minhas vitórias. Quem está treinando comigo sabe como eu estou evoluindo e a cada dia que passa minha vontade de ser campeão aumenta. Não vou desistir, na minha próxima luta vocês vão ver um Charles bem diferente, mais experiente, indo pra cima com tudo independente de quem seja, respeitando, mas no foco.

Você acha que o fato de soltar o jogo demais pode ter contribuído nessa derrota?

Acho que não, o Jim Miller teve uma oportunidade e pegou, meu jogo é sempre esse de ir pra cima e soltar os golpes e isso eu não vou mudar. Acho que nós erramos na estratégia e ele acabou me pegando naquilo que eu mais gosto, que é o Jiu-Jitsu. Meu jogo vai ser sempre para frente, não vou fazer jogo travado, feio porque eu sei que o publico não gosta, meu jogo vai ser sempre assim, é só me manter no foco.

Qual a estratégia que vocês deveriam ter colocado em jogo?

Eu deveria ter rodado um pouco mais, explorado um pouco mais, o Ericson (treinador) me falou que ele iria vir com tudo para cima de mim e acho que faltou sentir um pouco mais a luta. Quando eu cheguei no Canadá eu fiz dez rounds de cinco minutos trocando direto, isso depois de 13 horas de voo direto. Eu estava no foco, treinado e ele aproveitou bem a chance dele e só tenho que dar o mérito a ele.

Mesmo estando no topo do MMA você não abandona as competições de Jiu-Jitsu. Você acredita que isso de dá um refinamento maior? Vai lutar o Paulista de Jiu-Jitsu?

Se eu pudesse eu lutaria todos os campeonatos como eu fazia. Sempre estive presente nas competições como o Paulista, Sul Americano, Mundial, sempre no foco e treinando bem, mas depois que eu entrei no UFC eu dei uma diminuída e tive que deixar o Jiu-Jitsu competitivo um pouco de lado, mas irei lutar a primeira etapa do campeonato paulista e estou treinando bem para voltar bem e conquistar uma medalha. Acho que traz um refinamento sim e competindo no Jiu-Jitsu isso lhe traz um foco maior na modalidade.

O que os fãs podem esperar do Charles em 2011?

Podem esperar um moleque mais experiente, mais determinado, sempre caindo pra dentro, com mais foco e determinado a buscar as vitórias, pois já sei qual é o sentimento da derrota e te garanto que não quero sentir de novo.

http://tatame.com.br/2011/02/20/UFC--Charles-aposta-na-experiencia-para-2011

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

UFN 22 (15/09/10)



Dave Branch vs. Tomasz Drwal


John Gunderson vs. Yves Edwards


Jared Hamman vs Kyle Kingsbury


David Mitchell vs. Anthony Waldburge


Rich Attonito vs. Rafael Natal


Brian Foster vs Forrest Petz


Efrain Escudero vs Charles Oliveira


Nate Marquardt vs Rousimar Palhares


Gleison Tibau vs Jim Miller


Ross Pearson vs Cole Miller

O nome dele é Charles ‘Do Bronx’ Oliveira!

Foto UFC
Veja aqui a vitória dele pelo UFC Fight Night 22



E aqui os melhores momentos da carreira do Charles.


Ele é conhecido como Charles do Bronx.

Tem 14 vitórias, sendo sete por finalização, seis por nocaute e um por pontos.

É a nova esperança do Brasil entre os leves (70kg).

Na última madrugada de quarta para quinta-feira ele conseguiu a segunda vitória no UFC. E, mais uma vez, de maneira brilhante.

Bateu o destemido Efrain Escudeiro, um dos nomes mais fortes da categoria.

De mero coadjuvante já passou para um dos nomes temidos do MMA.


Outros dois brasileiros lutaram nesse evento e perderam.

Resultados:

-Card Principal-
Nate Marquardt venceu Rousimar ‘Toquinho’ Palhares (Brasil) por TKO (socos) aos 3:28, R1
Charles ‘Do Bronx’ Oliveira (Brasil) venceu Efrain Escudero por finalização (mata-leão) aos 2:25, R3
Jim Miller venceu Gleison Tibau (Brasil) por decisão unânime
Cole Miller venceu Ross Pearson por finalização (mata-leão) aos 1:49, R2

-Card Preliminar-
Yves Edwards venceu John Gunderson por decisão unânime
Kyle Kingsbury venceu Jared Hamman por decisão unânime
Dave Branch venceu Tomasz Drwal por decisão unânime
Rich Attonito venceu Rafael ‘Sapo’ Natal por decisão unânime
T.J. Waldburger venceu David Mitchell por decisão unânime
Brian Foster venceu Forrest Petz por TKO (socos) aos 1:07, R1

http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/
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