Mostrando postagens com marcador Paulo Filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo Filho. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de maio de 2010

Paulão: dicas para Anderson e a importância do kimono

por Carlos Eduardo Ozório — 30 de abril de 2010.

Anderson e Paulão. Foto: Carlos Ozório

O próximo adversário de Anderson Silva no UFC é Chael Sonnen. Em jogo, mais uma vez, estará o cinturão de médios da organização. Quem já enfrentou Sonnen duas vezes é Paulo Filho, que combate no dia 13 de maio, no Bellator, contra a pedreira de Cuba Hector Lombard. Paulada conversou com o GRACIEMAG.com e deu algumas dicas ao Aranha, além de explicar o porquê de não tirar o kimono nos treinamentos antes de uma vale-tudo. Confira:

Você já enfrentou o Sonnen em duas oportunidades. Que dica dá ao Anderson?

Aconselho a ele treinar muita joelhada de encontro e, caso ele caia por baixo, que tome cuidado com o cotovelo. O Sonnen entra na guarda e se joga mesmo. Ele não vai querer ficar em pé e, quando dá o bote na perna, dá um bote bom. Acredito que, se ele não levar essa joelhada de encontro, vai acabar conseguindo derrubar em algum momento. Então acho que é trabalhar essa joelhada e manter a distância certa. Se cair por baixo, uma boa é um golpe de encontro com o cotovelo enquanto o Sonnen se joga. Fica ali meio se defendendo, e dá nele. É um dos caminhos. O que não pode é ficar de bobeira, porque o cara derruba bem mesmo e castiga.

O Sonnen tem chance de ganhar de qualquer um” Paulão

Mas você acha que o Sonnen tem realmente condições de vencer o Anderson?

É uma luta ruim. Sou Anderson até morrer, até porque o Sonnen não foi muito respeitoso comigo. Fui um gentleman com ele. Concedi revanche sem ter necessidade. Ele gritou na primeira luta e, se o juiz não separasse, o braço ia quebrar. Depois perdi a revanche e dei o cinturão para ele, apesar de não ter valido o título. Entretanto, ele não deixou de pegar os 25% da minha bolsa, por ter estourado o peso. Mas perdi por falha minha mesmo e sabia que aquele cinturão não era mais meu. Entreguei e ele até hoje fala umas besteiras. Então sou Anderson desde criança. Aliás, sempre torço para qualquer brasileiro, mesmo os que eu tenha certa indiferença. Mas o Sonnen é muito duro e perigoso. Tem chance de ganhar de qualquer um.

Como está o treinamento para enfrentar o Lombard no Bellator?

Estava com 102kg e agora estou com 93kg. Tenho mesclado bastante o treinamento. O Distak vem me preparar na maioria dos dias e três vezes por semana faço Jiu-Jitsu com kimono e preparação física, um ferro específico para a luta e para as minhas qualidades. Trabalho muita isometria, a lombar e o pescoço, grupamentos musculares que uso bastante. O Julinho Muniz me dá uma força grande nisso e o treino de Jiu-Jitsu é com o Osvaldo Alves e na Carlson Gracie. Já o Distak despenca lá do Recreio, depois de trabalhar com aquela galera toda, e só falta me matar. Já estou até meio fraco, por causa da dieta, mas é assim mesmo. Na hora a gente fica bem. É isso o que tenho feito, mesclado bastante.

Paulão com Osvaldo Alves. Foto: Carlos Ozório

Você não deixa de treinar Jiu-Jitsu de kimono, mesmo perto das lutas, ao contrário da maioria dos lutadores de MMA. Por quê?

Por exemplo, vamos falar da época da rivalidade entre Jiu-Jitsu e luta livre. Por que nós do Jiu-Jitsu levávamos vantagem? O kimono faz raciocinar muito mais. Sem ele você tem menos variedade de golpes e escorrega muito. O kimono te prende e, obrigatoriamente, treinamos com uma sobrecarga. É como o velocista que começa o treino com um colete de 20kg e, gradativamente, quando vai tirando o peso, começa a voar. Com o kimono temos milhões de posições e variações, então temos que usar muito mais a cabeça. São vários ângulos para executar uma chave de braço, vários estrangulamentos, raspagens, passagens… Isso abre um leque maior e, na hora do birimbolo, nos faz estar alguns passos à frente do cara que apenas treina submission. A minha teoria é essa.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Paulão: ‘Eu não faria muito sucesso no UFC’

Ex-campeão do WEC, Paulão Filho estará de volta aos palcos americanos no dia 13 de maio, contra o cubano Hector Lombard, campeão do Bellator FC. Num bate-papo exclusivo com a TATAME, o faixa-preta falou sobre a preparação para o combate, a expectativa para a luta e comentou o polêmico combate entre Anderson Silva e Demian Maia, além de falar sobre a revanche entre Lyoto Machida e Maurício Shogun. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Como estão os treinos para a luta com o Hector Lombard?

Estou fazendo o de sempre. Tenho treinado bastante Jiu-Jitsu de quimono com o Mestre Oswaldo, Boxe com o Distak, preparação com o Júlio, um amigo meu... É o de sempre, musculação, corrida, parte em pé, Jiu-Jitsu... O mais importante é estar tranquilo, satisfeito.

Qual a expectativa para essa luta?

Eu me recordo muito pouco do Hector, lembro dele lutando o GP... Ele é um atleta duro, veio do Judô, um cara realmente tarimbado, um cubano, rodou o mundo inteiro. Ele está treinando na ATT, uma equipe muito forte, com o Libório, um cara muito bom... Lá tem muitos sparrings fortes. Eu vou manter meu nível físico, minha força, e aproveitar que ele é um atleta da categoria de baixo, já que eu perco muito peso, e usar a minha força e a minha pressão para anular a velocidade dele.

Você está pesando quanto agora?

Agora estou com 93kg, a luta vai ser até 84kg. Pretendo chegar lá com 90kg e desidratar uns seis quilos.

O peso será um problema?

Eu desidrato um dia antes da pesagem, durmo e no dia seguinte vejo quanto falta. Chegando lá com 90kg eu garanto uma boa desidratação... Dessa vez não vai ter problema.

Vencendo o Lombard, que passou por cima dos últimos oponentes, o que você espera para o final do ano?

Eu não penso muito nesse tipo de coisa, penso mais na luta em si e no pouco tempo que tenho. Estou com 31 anos, não pretendo lutar por muito mais tempo. Só quero recuperar meu tempo perdido. Não vou cometer os mesmos erros que cometi quando estava numa fase ruim, tudo deixa aprendizados. Só estou focado no atleta Hector Lombard, não estou preocupado com qual evento que estou lutando, essas coisas. A gente é atleta de ponta, está acostumado a ter uma vida legal, mas o importante é mostrar às pessoas que acham que o Paulo Filho está acabado que aquilo foi só uma fase ruim. Tenho problemas, todo mundo tem. O que importa agora é o Hector Lombard. Não importa que ele esteja com uma sequência boa, se tem cinturão, até porque meu cartel é 19-1. Me considero um atleta muito sólido, nunca peguei molezinha. Alguns mais fáceis, mas nunca molezinha. Tenho uma grande bagagem, assim como ele tem.

Você tem vontade de entrar no UFC?

Vontade todo mundo tem, mas não é a minha prioridade, até porque tem outros empresários que teriam condições de me colocar no UFC. O Joinha, por questões éticas, acha que não seria um bom momento, e eu concordo com ele. Acho que todo mundo gostaria de estar lá, mas mais por mídia. Não estou preocupado com isso, só estou preocupado em lutar e fazer o meu, dar alegrias a quem continua torcendo por mim. É isso que me interessa. Quero lutar até o dia em que o meu corpo falar que não dá mais.

O que você achou da luta do Anderson contra o Demian?

Assisti a essa luta várias vezes... Achei que o Anderson fez o jogo certo, assustava o Demian para dar uma aproximação. O Demian teve pouquíssimas oportunidades de conseguir mostrar a única coisa que ele poderia fazer para ganhar. O Anderson é um striker nato, consegue evitar o chão e fazer com que você se confunda, te coloca numa situação desconfortável. Ele tem a mão dura, é difícil ficar à vontade contra ele. O Demian mostrou muita valentia. O triste para o Demian é que ele começou a acreditar nele mais no final da luta, respeitou muito no início. Se ele tivesse começado a luta naquele jeito...

Você acha que o Anderson errou ao provocar o Demian durante a luta?

Eu acho que isso foi uma estratégia do Anderson nos momentos em que ele sentia algum perigo. Enfim, é uma forma de cativar o público, os fãs gostam disso, mas é a provocação conjugada com a ação. O Anderson provocou muito, mas sabia que não podia investir de qualquer maneira porque o Demian é muito bom no chão, e uma vez no chão... Acho que o Anderson fez a coisa certa, provocou o Demian, abalou ele psicologicamente, e com isso foi ganhando tempo, ganhando rounds. Ele cutucava com jabs, chutes que iam desestabilizando o Demian.

Na época do Pride, a BTT e a Chute Boxe tinham uma grande rivalidade, mas as discussões e provocações ficavam fora do ringue...

O nível de concentração era mais alto. As provocações eram naturais do lado de fora, até porque era confronto de duas escolas diferentes. No ringue era tanta concentração que não sobrava tempo para fazer gracinhas, era só reação. Isso é o espírito do negócio. Isso é o show que eu admiro. O UFC se tornou um evento mais focado para o público, o show, e não para saber quem é o melhor lutador. Como bom tradicionalista (risos), da escola antiga, acredito que eu não faria muito sucesso no UFC até pelo meu estilo ser bem seco, posições bem técnicas que o povo não vai entender. Os fãs do UFC querem ver chutes, socos, sangue... Eu sou igual a uma anaconda, derrubo e vou cercando, qualquer bobeira eu dou o bote e encerro a luta.

Como você acha que vai ser a luta do Lyoto com o Shogun?

A primeira luta deu pra ver que os dois estão de parabéns, me surpreenderam. Achei que o Lyoto suportou muito bem as investidas do Shogun, que estava com uma perna muito pesada, e o Lyoto é aquele cara muito perigoso no contragolpe, a pancada seca... O Shogun é um garoto muito franco, me surpreendeu nessa maturidade de não deixar de ser agressivo e ao mesmo tempo não ser superado pelo Lyoto, o cara, para mim, mais perigoso do MMA. Ele sabe conjugar muito bem o tempo.

Nessa luta, algo diferente vai acontecer. Eu acho que um dos dois vai descer. A primeira luta já teve aquela cautela toda e o Shogun sabe que se isso se repetir ele vai perder de novo. Pro campeão perder por pontos, só se o dono do evento estiver muito puto com ele ou se a margem for muito grande, coisa que não aconteceu naquela luta. Eu acredito que o Shogun vai ter que ir mais para cima, o que pode favorecer o Lyoto, mas acredito que o Lyoto não esteja acostumado a atletas com tanto volume assim. É uma luta, rapaz, que quero ver de novo. É muito bom ver o grau técnico que dois atletas chegaram... Vai ser uma luta para bater recorde de pay-per-view.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Entrevista com Paulo Filho.

Por Guilherme Cruz

Na noite de ontem, a TATAME noticiou que Paulão Filho faria sua estreia no Bellator no dia 20 de maio contra o campeão do GP, Hector Lombard, pelo título da organização. Na manhã de hoje, falamos com o faixa-preta de Carlson Gracie, que confirmou o confronto com o cubano, mas revelou que a luta não será pelo cinturão. “Nunca tive esse negócio de querer cinturão. É claro que tem o marketing, mas, se ele ganhar de mim, merece o cinturão”, afirmou o casca-grossa. No bate-papo exclusivo, Paulão explicou sua ausência do Bitetti Combat, revelando que a organização do evento lhe deve R$ 60 mil.

Você vai mesmo enfrentar o Hector Lombard? Como estão os treinos?

Está ótimo. Já comecei os treinos de quimono, o que é importante, porque ele é muito bom de Wrestling, Judô, tem uma trocação muito boa e está na ATT, uma equipe muito consistente em termos de bons atletas para treinar. Estou afastado de uma equipe forte, não estou podendo viajar para treinar numa grande equipe porque bati de carro, mas estou treinando.

O que você acha dele, que não perde há 18 lutas?

Ele é muito forte, está nas cabeças, mas não tem problema. Lá eu vou ver no que vai dar.

Essa luta vai ser pelo cinturão?

Não sei, mas vou tentar mostrar que sou melhor que isso. Nunca tive esse negócio de cinturão. É claro que tem o marketing, mas, se ele ganhar de mim, merece o cinturão.

E depois, vai rolar essa luta com o Maiquel Falcão no WFC?

Vai... A expectativa é normal, eu gosto de lutar motivado. No Bitetti eu não lutei motivado porque sabia que não ia receber o dinheiro e estava andando para trás, não estava bem fisicamente e lutando por um amigo que na verdade não foi meu amigo. Prejudiquei minha carreira lutando no Brasil, foi muito ruim para mim. Eu tinha vindo de uma luta boa com o Melvin (Manhoef) e depois fui por água abaixo, lutando por uma amizade de um amigo que não foi meu companheiro. Ele pagou a todos e não pagou a mim, confundiu amizade com negócio. Vi muita abobrinha na internet e não foi nada disso.

O que realmente aconteceu entre você e o Bitetti Combat?

Queria deixar bem claro que existe uma pendência de R$ 60 mil. O motivo de eu não ter lutado no evento foi que ele disse que me pagaria metade do que me devia, ou seja, R$ 30 mil, e eu lutaria. Depois a gente ia acertar o resto. Ele colocou R$ 20 mil, não os R$ 30 mil. Combinado não sai caro. Eu tinha dívidas, paguei contando com esse dinheiro e fiquei quebrado. Depois ele falou que não me devia R$ 60, e sim R$ 20 mil. Ele falou que pagou as passagens do japonês para lutar comigo e eu não fui... Fiquei muito magoado, tinha o Amaury como grande amigo, mas agora não vejo mais assim. Tenho provas, contratos na mão. Se ele não pagar, vou buscar na justiça e vou ganhar. Não o considero mais como meu amigo. Quero que ele me pague. Nem a amizade continua, cada um para o seu lado.

Você não compareceu às suas duas últimas, no Dream e BC. O que esperar agora?

Claro (que vou lutar), agora eu vou receber... Atleta vive disso. No Dream foi uma coisa de problemas pessoais, não foi nada de droga, de depressão, nada. Eu estava me tratando, mas fazendo as minhas coisas, me restabelecendo. Por uma desorganização qualquer que fiz parte, não tinha tirado o visto a tempo. No Bitetti foi isso que falei, até hoje ninguém recebeu nada. Eu sabia que não ia receber de novo, então não ia lutar de graça. Primeiro ele fechou com R$ 70 mil, depois 30 e depois 20... Depois de tudo o que construí, não preciso lutar por um valor desses... E não ser pago é pior ainda.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Paulão disputa título do Bellator, Contra o invicto Hector Lombard.

Por Guilherme Cruz



Ex-campeão do WEC, Paulão Filho terá a chance de conquistar mais um título para sua carreira. Segundo apurou a TATAME, o faixa-preta enfrentará Hector Lombard, campeão do GP do evento, no dia 20 de maio.


Procurado pela TATAME, Conan Silveira, treinador de Hector na American Top Team, confirmou o duelo. “A gente está preparado para qualquer coisa. Como cheguei da Austrália agora, não sabia se o Paulão já tinha assinado a luta”, disse Conan, que graduou Hector à faixa-preta no último final de semana, quando o cubano venceu na Austrália. “É uma situação meio desagradável porque o Paulão vem do Carlson, mesmo lugar que eu, é meu amigo, mas é profissionalismo”.


Porém, essa não será a única luta de Paulão nos próximos meses. Organizador do WFC, Fred Fontes confirmou que o faixa-preta enfrentará Maiquel Falcão na próxima edição do evento, ainda sem data definida. “Essa luta está casada, é bem provável que o evento aconteça em junho ou julho. Como o Paulão fechou com o Bellator para a disputa de cinturão, decidimos adiar o evento”, explica. Fique ligado na TATAME para saber mais novidades sobre Paulão.

Fonte: TATAME

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Paulão encara Sasaki no Bitetti Combat

Paulão encara japonês. Foto: Carlos Ozório

Paulo Filho já tem a confirmação de quem terá pela frente no Bitetti Combate 6, evento que acontece no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, no dia 25 de fevereiro. O brasileiro terá o japonês Yuki Sasaki pela frente.

Com 39 lutas no cartel, Sasaki já lutou em outras grandes organizações mundiais como UFC, Pride e Sengoku, entre outras. No currículo, acumula vitórias sobre feras como o ídolo japonês Yuki Kondo.

Já Paulão, que perdeu em apenas uma oportunidade na carreira, se apresenta pela terceira vez seguida no Bitetti Combat.

“Tentamos trazer o Sakuraba, mas, infelizmente, não será dessa vez. O Sasaki tem muita experiência e já disse que vem para ganhar”, fala o organizador Fernando Miranda.

Além disso, os ingressos já estão à venda. O público pode adquirir os convites pelo site Ingresso Rápido ou nos vários postos de venda espalhados pelo Distrito Federal

Estudantes e aqueles que fizerem a doação de 1kg de alimento não perecível pagam meio ingresso (esta opção é válida somente para compra de ingressos de arquibancada, e não é cumulativa com outras promoções). A meia entrada deve ser comprada nos postos de venda e a doação deve ser entregada no ginásio, no dia do evento. O valor para arquibancada (inteira) é de R$ 80,00 e área vip R$ 250,00.

Confira os pontos de venda:

FNAC – Park Shopping
BAD BOY – Park Shopping
BAD BOY – Conjunto Nacional
BAD BOY – Taguatinga Shopping
BAD BOY – Alameda Shopping

Veja o card:

Bitetti Combat 6

Brasília, Brasil

Dia 25 de fevereiro de 2010

Paulo Filho x Yuki Sasaki
Glover Teixeira x Jeff Monson
Fabio Maldonado x Valentijn Overeem
Cristiano Marcello x Luciano Correa Izzy
Ediene “Índia” Gomes x Amanda Nunes
Luiz Firmino “Buscapé” x Francisco Drinaldo “Massaranduba”

Danillo “Índio” Villefort x Cassiano Tytschyo
Yuri Villefort x Júlio Cesar Merenda
Leandro Batata x Johnny “Little” Eduardo

Felipe Atinelli “Mongo” x Adversário a definir

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Exclusivo: Paulão pode enfrentar Sakuraba

Por Guilherme Cruz

Foto Eduardo Ferreira

Três anos depois de deixar o Pride, Paulão Filho pode enfrentar outra lenda da organização japonesa. Segundo seu treinador, Josuel Distak, o faixa-preta deve encarar Kazushi Sakuraba na próxima edição do Bitetti Combat, programado para fevereiro em Brasília. “O Sakuraba é uma lenda. Se for confirmada, essa luta colocará o Paulão de volta nos tops. Todos sabemos que o Paulão bem treinado não perde para ninguém”, aposta Distak.

Tateme

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Paulão aposta em Belfort contra Anderson

Por Guilherme Cruz

Paulão Filho estará de volta aos palcos brasileiros no Bitetti Combat 6, e já está treinando para o combate. A organização do evento ainda não confirmou quem será o oponente do faixa-preta, mas Paulão revelou que seu adversário pode ser o americano Marvin Eastman. Em entrevista à TATAME, Paulão falou sobre a expectativa para a luta e ainda comentou os próximos duelos do UFC, como Anderson Silva x Vitor Belfort e a volta de Rodrigo Minotauro e Wanderlei Silva, e a possível ida de Ricardo Arona para o octagon.

Você já sabe quem será seu próximo adversário?

Conversei com o Amaury e ele falou que estava tudo certo, que seria o Eastman, mas vi na internet que não tem adversário definido. Como não consegui falar com o Amaury (Bitetti), não sei o que vai ser.

O que você acha de enfrentá-lo?

Espero que seja ele. Ele falou algumas besteiras na internet, que eu estava mal fisicamente, mas ele achou que eu era só aquilo. Eu gosto de lutar assim, sou motivo a desafios. Ele é um cara forte, mas mal sabe ele que eu estou afiando as ferramentas para fazer ele bater. Vi alguns vídeos dele na internet, acho que vai ser uma boa luta.

Queria que você comentasse algumas lutas:

Anderson Silva x Vitor Belfort?

O Vitor treinado é com o psicológico em dia é praticamente imbatível. Ele golpeia muito bem em linha, é explosivo, e tem provado isso. Conheço ele desde garoto na época do Carlson, é um cara muito talentoso e perigoso. Ele é completo, tem um bom Wrestling, Boxe muito bom, um Jiu-Jitsu bom para MMA... Com a cabeça em dia, acredito nele em qualquer categoria, contra qualquer um. O Anderson é um cara sensacional, não tenho nem o que falar dele, mas, honestamente, acho que se os dois estiverem em igualdade, acho que o Vitor leva. O Vitor é muito perigoso, muito rápido. Acho que ele ganha não só do Anderson, mas de qualquer um. Com a vinda dos filhos dele, ele está mais focado, dando menos importância a coisas que não tem nada a ver. Eu olho para ele e vejo que ele está com aquele olho de tigre de novo.

Rodrigo Minotauro x Cain Velasquez?

Minotauro vai finalizar. O Velasquez tem muita raça, é um garoto, tem um Wrestling afiado, ritmo, mas onde a luta dele termina é onde a do Minotauro começa. Não tem como ele ganhar do Minotauro. Ele fatalmente vai cair numa finalização. Ele é muito limitado no chão. Se botar pra baixo, ele vai cair num golpe do Rodrigo. O Velasquez não vai punir ele, é uma luta boa pro Rodrigo.

Wanderlei Silva x Michael Bisping?

Acho o Bisping um atleta, com preparo físico muito bom, aquele cara que vai pra dentro, mas o Wanderlei é muito mais lutador. Mas acho que a América não fez muito bem pra ele. Ele dispensa comentários, fez apresentações memoráveis, tem uma pegada muito dura. Essa fase ruim dele que passou foi porque alguém botou na cabeça dele que ele não pode mais, mas se ele já fez isso, como não pode? Se eu conversasse com ele, falaria “meu irmão, acredita em você que, quando você era campeão, essa turma estava começando”. Se ele não se esquecer disso, é nocaute.

E o que você acha da ida do Ricardo Arona para o UFC?

Ele treinado é espetacular. O Ricardo é um cara brilhante. Ele ganhou do Fedor, o que eu vou falar mais dele? Ele vai dar muito trabalho. Ele derruba muito bem, tem um Jiu-Jitsu muito refindo, muita raça... Ele tem tudo pra ser campeão, só depende dele.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bitetti Combat 5 - 12/12/09

Paulo Filho vs Tatsuhiko Nishizaka


Murilo Rua vs Jason Jones


Fabio Maldonado vs Fernando Tressino


Gustavo Ximu vs Rico Washington


Cassiano Tytschyo vs Chan Willians


Alessandro Steffen vs Francimar Bodao


Carina Damm vs Daiana da Silva

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Paulão e a vitória no Bitetti Combat

Paulão Filho

Paulão Filho voltou a se apresentar bem no Bitetti Combat 5, que aconteceu em São Paulo, no dia 12 de dezembro. Contra o japonês Tatsushiko Nishizaka, um adversário mediano levando em conta o cartel de Paulada, o faixa-preta cumpriu as expectativas e finalizou ainda no primeiro round com uma chave kimura da imobilização cem quilos.

Parte da preparação para o combate foi feita na GFTeam, como o GRACIEMAG.com noticiou, uma equipe especializada na arte suave, mas que dá os primeiros passos nos treinamentos de MMA. A dúvida agora é se Paulão seguirá os treinamentos, o que garante que cumprirá.

“Vamos na crescente para tirar essa barriguinha sem vergonha daqui. Vamos pensando positivo, longe daquilo que não nos faz bem”, comenta.

Responsável pelo treinamento de Paulão, Huanderson Pavão, que tem combates no Japão, é o encarregado para puxar a orelha do lutador.

“Não vou deixar ele parar. Esta semana ele já volta a treinar de kimono com a galera, porque quero ver ele seco e em forma. Nessa luta vimos o Paulão com 40% do que ele pode apresentar. Na próxima, quero ver ele no máximo”, diz.

Huanderson vem trabalhando justo ao lado de Paulada, que, apesar de seguir a recomendação do treinador, não deixa de brincar: “O Presuntinho é um general!”, em referência ao personagem dos desenhos animados.

Para conferir as declarações de Paulão na íntegra, assista ao vídeo abaixo, e não deixe de comentar a notícia.

FONTE – GRACIEMAG

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Paulão Filho de volta no Bitetti Combat 5

Foto Guilherme Cruz


A organização do Bitetti Combat anunciou nesta segunda-feira algumas mudanças no card do evento. Infelizmente, Pedro Rizzo não poderá estar em ação no dia 12 de dezembro, em Barueri (SP), por contusão. Entretanto, para o card não perder força, entra em ação Paulo Filho, o Paulão.

“O Paulão está dentro. Ele não pôde lutar no Japão, recentemente, e vinha me ligando todos os dias, querendo lutar no Bitetti Combat. Ele está com muita vontade e vem treinando forte para apagar qualquer má impressão. O adversário dele será um lutador japonês, que ainda confirmaremos”, conta Amaury Bitetti, que explica a saída de Rizzo: “O Pedrão está com tendinite no cotovelo e não terá condições. Sendo assim, ele luta na nossa próxima edição, em Brasília. O adversário permanece sendo o Valentin Overeem”.

Além disso, Bitetti aproveita para confirmar os outros combates anunciados. “Parece que algum site estrangeiro disse que o Jeff Monson não luta e algumas pessoas embarcaram nessa. O Monson está confirmadíssimo. Na última edição fomos muito prejudicados por diversos boatos lançados na internet. Peço apenas que, antes de divulgarem algo, entrem em contato conosco ou nossa assessoria. Não tem como afirmar alguma coisa sem confirmação oficial do evento, mesmo que seja uma reprodução de sites estrangeiros. Será um grande show e vamos fazer história novamente”, finaliza Amaury.

Tatame

domingo, 11 de outubro de 2009

Paulão Filho

Por Guilherme Cruz

Com adversário definido no Dream 12, Paulão Filho está focado para colocar o seu Jiu-Jitsu em jogo mais uma vez e bater o coreano Dong Sik Yoon no dia 25 de novembro. Em entrevista à TATAME, o faixa-preta falou sobre a expectativa para o duelo. “O cara é campeão de Judô, tem um chão perigoso, mas eu acho que ele vai jogar na minha praia e eu acredito que, pela minha força, eu levo vantagem”, aposta Paulão, que também falou sobre os erros que cometeu na preparação para sua última luta e os próximos duelos da categoria no UFC e Strikeforce.

Como você que vai ser essa luta com o Dong Sik Yoon?

O cara é campeão de Judô, é um cara duro, tem um chão perigoso... Na luta dele com o (Gegard) Mousasi, ele não pegou o braço por questão de detalhes, porque estava encaixado. Ele é um cara duro, mas eu acho que ele vai jogar na minha praia e acredito que, pela minha força, eu levo vantagem. O giro do Jiu-Jitsu é mais eficiente que o giro de um judoca, sem desmerecer... Por cima ou por baixo, o giro do Jiu-Jitsu é superior e eu acho que vou levar vantagem nisso. Ele é um cara nota 10, boa praça, competitivo, não fala mal de ninguém, faz o trabalho dele. Vai ser uma luta bacana.

Como estão os treinos? Você pretende treinar com o Anderson e o Minotauro?

Agora estou treinando com o Mestre Oswaldo Alves, treinando mais o que vai acontecer na luta. Ele não é trocador e nem eu, então tenho que dar ênfase ao jogo de Jiu-Jitsu, o jogo mais embolado para chegar numa posição melhor e impor o meu jogo e, quem sabe, finalizar.

Olhando para trás, quais foram os erros que você cometeu antes e durante a luta no Bitetti Combat?

A gente não pode dar justificativa... Aconteceu é que eu topei a luta. Ninguém queria que eu fosse lutar com o (Melvin) Manhoef e eu sofri uma pressão psicológica muito grande, e eu queria dar uma respirada. Todo mundo estava achando que eu ia perder para o Manhoef e eu acabei me desgastando um pouco. Fui me divertir, parei de treinar um pouco e não dei tanta importância à luta. Não foi por desmerecer o meu adversário, foi inconsciente, eu precisava de um tempo. O atleta de alto nível tem que ter um intervalo de três meses entre uma luta e outra. Emendei uma em cima da outra e não estava satisfeito. Não fugi do compromisso e sei que não foi uma luta maravilhosa, mas encarei o desafio.

Você estava cotado para enfrentar Mousasi pelo cinturão do Strikeforce, mas ele vai enfrentar o Thierry Sokoudjou. Quem você acha que leva essa luta?

O Sokoudjou é perigosíssimo, tem uma porrada muito firme e isso já está mais do que provado, mas o Mousasi é um grande atleta. Acho que o Sokoudjou tem muito mais saúde. Acho que o (Renato) Babalu fugiu do parâmetro, ele é um lutador de nível A, mas ficou um pouco nervoso, desconcentrou, aconteceu alguma coisa e ele não rendeu. Acho que o Babalu, bem preparado, mete a porrada no Mousasi. O Mousasi vai ser bom como as pessoas pensam que ele é, mas daqui a algum tempo. Ele é novo, imaturo e com excesso de confiança. O Sokoudjou pode acertar um pombo sem asa e ele cair esticado.

Depois dessa luta no Dream, você espera ir para o Strikeforce?

Não sei... Vou chorar pra ver se chego lá pra bater naquele corcunda (risos)... Ele é muito abusado.

Como você acha que será a recepção do público americano, que ficou com uma imagem ruim das suas lutas no WEC?

Eu não estava muito focado, animado. Não foi questão de Japão ou Estados Unidos, foi um momento da minha vida que eu não me apliquei aos treinos como deveria. Acho que, independente da opinião deles, a minha é a mais importante. Sei que preparado eu sou muito difícil, o meu cartel é 18-1, não tenho nada pra provar pra ninguém. Sei que, treinado, sou um problema pra qualquer um. O negócio é a cabeça estar em dia e fazer o meu trabalho.

O seu objetivo pessoal é ir para o UFC?

Meu objetivo é lutar, lutar e lutar, independente da organização. O adversário é a coisa mais importante. Tem muitos caras melhores em outras organizações. Luta é luta, todo mundo merece respeito.

O UFC esta com grandes brasileiros até 93kg, como o Lyoto, Shogun, Banha, Minotouro, Thiago Silva e o Anderson. Como você acha que seria a sua chegada nessa categoria?

Sem dúvida é muito difícil, a categoria é muito dura. O UFC é um grande evento, mas os americanos fazem de tudo para que você não consiga aplicar a sua técnica. Eles casam jogos incompatíveis, de preferência com quem eles quiserem, tudo pra te derrubar. Americano é americano, eles querem os americanos com o cinturão e eliminar o máximo de brasileiros, mas vão ter que ralar muito, porque nós somos os melhores.

O que você está esperando da luta entre o Lyoto e o Shogun?

É uma luta difícil... O Lyoto é muito estratégico, o Shogun é franco, muito valente. Os dois têm estrela, mas eu arriscaria no Lyoto pela estratégia. Luta é luta e só vamos saber quando acabar. Vai ser uma luta pra frente.

O Anderson deve colocar o cinturão dele em jogo contra o Vitor Belfort. Como você acha que será essa luta?

Muito difícil... O Vitor tem uma pontaria muito boa, o Anderson não tem mais nada pra provar... Eu acho uma pena, mas... São dois grandes atletas, qualquer um pode vencer. Vai depender do espírito que cada um apresentar no dia da luta. Quem entrar mais focado vai levar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Paulão sobre Mousasi: "Ele vai ter que arcar a besteira que falou

Pouco antes de derrotar o americano Alex Schoenauer no Bitetti Combat, o faixa-preta Paulo Filho comentou com exclusividade para a TV SUPER LUTAS a ansiedade que antecede o combate e disparou contra o armênio Gegard Mousasi, que havia afirmado o uso de esteróides por parte do brasileiro. Paulão foi direto e desafiou o parceiro de treinos do russo Fedor Emelianenko.

"Com ele eu luto em qualquer peso. Se ele estiver com 200kg eu luto com ele do mesmo jeito. Não tem a menor diferença. 84, 93, mais de 93, agora virou um negocio pessoal. Ele falou besteira e vai ter que arcar com a besteira que ele falou", disse Paulão. Confira o vídeo abaixo na TV SUPER LUTAS



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Paulão Filho

Voltando às vitórias no Dream, finalizando o striker Melvin Manhoef, Paulão Filho está pronto para o duelo contra Alex Schoenauer no Bitetti Combat, mas já está mirando desafios maiores no exterior. Com a parceria firmada entre Dream e Strikeforce, o faixa-preta está de olho em Gegard Mousasi, que nocauteou Renato “Babalu” para se tornar campeão do Strikeforce. “Quero enfrentar o Mousasi, quero mostrar para ele que comigo o buraco é mais embaixo. Ele não tem a minha força, não tem o meu nível técnico no chão. Ele pode ser melhor striker, mas não tem a minha força e fatalmente vai cair por baixo e tomar um nó”, garante Paulão, que ainda comentou os treinos para o Bitetti Combat e muito mais.

Como está a preparação para lutar o Bitetti Combat? Já está tudo pronto?

Tudo certo, tudo fechado. Ele é aluno de um grande amigo meu, o Sérgio Penha, e vamos conferir. Estou me preparando, vou lutar no meu peso, vou estar mais forte... A gente não anda pra trás, a gente vai pra definir.

No chão, você acha que leva vantagem?

Isso é complicado, de repente ele tem aquela carta na manga que pode surpreender. Estou um tempo afastado do Jiu-Jitsu competitivo, ainda não deu tempo de retomar aquele conhecimento que eu tinha dos meus 20 anos, mas eu acho que ainda assim vou dar trabalho pra muita gente. Considero meu chão superior a qualquer adversário de qualquer categoria que disputar comigo.

Agora que o Dream fechou uma parceria com o Strikeforce, você pode voltar aos Estados Unidos?

Meu intuito agora é ir para 93kg, e gostaria de lutar contra o (Gegard) Mousasi. Ele lutou o meu GP (do Pride, em 2006), que eu infelizmente me machuquei contra o Misaki, que acabou sendo campeão. Ele me conhece, sabe que o buraco é mais embaixo. É muito bom saber que o Strikeforce está de parceria com o Dream... Quero enfrentar o Mousasi, quero mostrar para ele que comigo o buraco é mais embaixo. Ele não tem a minha força, não tem o meu nível técnico no chão. Ele pode ser melhor striker, mas não tem a minha força e fatalmente vai cair por baixo e tomar um nó.

Você assistiu a luta dele contra o Babalu?

Assisti a luta e achei que ele não foi respeitador, implicando, tirando uma onda... Ele ficou debochando do Babalu e ele caiu na pilha, ficou nervoso. Ele está bem treinado, mas eu não vejo saúde dele pra ganhar de mim, Ricardo Arona, Minotouro. Eu quero brigar com ele. Quem ganhar fica com a bolsa inteira... Se ele ganhar, não quero nem bolsa. Mas garanto que ele vai tomar um pau, como tomou do Gono... E pior ainda.

E a luta contra o Jacaré na final do GP do Dream?

A luta dele com o Jacaré foi uma luta acidental, foi dar um super man e tomou uma pedalada de encontro, mas até então a luta estava fácil para o Jacaré. Eu acho que ele não tem força para ganhar de mim, vai ter que comer muito feijão com arroz.


Por Guilherme Cruz

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...